terça-feira, 22 de maio de 2012


É PIQUE, É PIQUE, É PIQUE, É PIQUE, É PIQUE...

Parabéns pra vocês, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. E para o Just Run! nada, Tudo. Como é que é? É. É pique, é pique, é pique, é pique, é pique. É hora, é hora, é hora, é hora, é hora. Rá, tim, bum...rsrsrs....




É com muita alegria que eu estou postando hoje. Muita meeeesmo. Hoje faz exatamente 5 anos que fiz o meu primeiro post. Exatos 5 anos que resolví criar o Just Run! Vamos combinar, não é fácil não!

E eu nem lembro direito o por quê resolví criar um blog, só sei que de lá pra cá, tive tantas alegrias. Fiz amigos, contei minhas vitórias, derrotas, e até mesmo angústias pessoais. E olha, digo sem medo de estar falando bobagem, tem muita gente por aqui que sabe muito mais de mim do que pessoas chegadas.

O Just Run! nunca teve grandes pretensões. Nasceu para ser um diário. Sim, daqueles que só você lê mesmo e que passado algum tempo, você retorna pra ler o que aconteceu na mesma data só que em ano diferente....rsrs. E então ele foi crescendo, pessoas foram comentando os posts. Muita gente agradecendo as informações. E isso foi me deixando tão feliz! Fui trazendo mais humor ao blog, rindo das minhas desgraças, digo competições....rsrs...

Como eu disse, não é fácil alimentar um blog. Seja por conta dos assuntos, seja por conta do tempo. É muita coisa na cabeça. Nesse tempo ví muitos blogs nascerem, mas também ví tantos outros serem abandonados ou mesmo excluídos. Não é culpa do blogueiro, é culpa do tempo, o grande inimigo dos corredores.

Agradeço a todos os 274 seguidores por poder compartilhar com vocês minha imensa felicidade de estar há 5 anos por aqui. E que dure tantos anos quanto os que eu ainda vou correr...

Querem lembrar do primeiro post do Just Run!? Tá bom...Foi numa foto que eu achei super bacana da Meia Maratona. E então fiz um crônica...confiram aí...



Momento relax - Meia Maratona de Praia Grande


 
 
Esta prova prometia...O sol brilhava forte, já dava pra sentir que iria ser uma prova bonita, porém não tão fácil. A expectativa de ouvir a sirene tocar e partir logo para os 21km era a melhor sensação do mundo, muito embora, o joelho não estivesse na melhor fase. Podia-se sentir de longe o cheiro inconfundível do "CATAFLAN", o qual por alguns instantes amenizava a dor e trazia um pouco mais de confiança. Num momento de pura discontração, a preoucupação, deu lugar à naturalidade de uma simples atleta, a qual conseguiu ser retratada pelas lentes do fotógrafo.
 
VIDA LONGA AO JUST RUN!

domingo, 20 de maio de 2012


NÃO DÁ PRA ESQUECER

Fazia muito tempo que eu naum particpava de uma prova. Aliás, esse ano eu não havia participado de nenhuma. E, claro, os 10km A TRIBUNA FM serve exatamente pra isso...trazer pessoas que nunca correram para o esporte, motivar aqueles que já correm há a anos, a baixar seus tempos e por que não, no meu caso, começar a participar de novo de provas.

Acho que o povo daqui já sentiu o drama. Eu volto, não volto, volto, sumo. Fato é que na verdade, depois de uns problemas no ano passado, nunca mais voltei a competir. Pelo menos não com aquela vontade e vibração que eu sentia. Tá, nem com aquela vibração, nem com nenhuma outra. Eu estava longe ds corridas, apenas fazendo treinos exporádicos que mais eram parecidos com uma auto ajuda do que propriamente com o prazer de correr.

E hj, sentí tudo tão forte de novo. Às 06:00 da manhã, o celular toca. Fui acordada por um amigo de Sampa. Estava tudo combinado. Correríamos juntos e nos conheceríamos, ja que conversamos há tanto tempo pelo face. Foi duro acordar viu...principalmente quando você tem a certeza de que não treinou direito, de que não fará um tempo legal. Mas a idéia era outra hoje. Correr curtinho o percurso. Corro essa prova há 13 anos. Nunca curtí o percurso. Era sempre na adrenalina, sem nem saber onde estava, salvo quando aparecia uma placa indicando.

Chegando na concentração, tomei meu café básico (pão com requeijão e iogurte). Então fui procurar o Vinícius. Nada de encontrar. E roda daqui roda de lá...nada. Eu sabia que um deles tinha se perdido no caminho. Solange,uma amiga dele, também não sabia onde ele estaria. Fui pra fila do banheiro e tanã...avistei um balãozinho branco no ar. Quem segurava? Sim, Vinícius. Tática bem pensada...rsrs.

Daí em diante foi uma risadaria sem fim. Tão bom conhecer gente nova e quando é um querido então! Bacana essa coisa que a corrida nos proporciona.

Na concentração, ninguém alongou. Estávamos muito mais preocupados com as coreografias de Eu quero tchu, eu quero tcha, do que com os alongamentos. Ricardo, um amigo de Vinícius manifestou a vontade de fazer 54 minutos. Eu na boa, estava ali e iria pra onde o vento me levasse. No caso, Ricsrdo era o vento e se o seu desejo era fazer o percurso em 54, a fim dele fazer seu melhor tempo, por que naum ajudar? Vinícius concordou. Bora lá então..

Nem ouvi fuóó, nem nada. Aliás, ao contrário de toas as provas que participei, sai tão lá atrás, que realmente ia ser bem improvável que ouvisse o fuóó. Demorei pelo menos uns 5 minutos at´chegar ao tapete. E la´fomos nós.

Eu ia abrindo o caminho. Ricardo disparou. Eu acalmava. Viny ao meu lado com a máquina na mão regidtrava tudo; "Lú dá um tchau, Lú manda um beijo"...

Na entrada do túnel, Ricardo aperta e entra no ténel oposto ao nosso. Fechamos o primeiro km pra 05:10. Pra mim tava ótimo, mas se a idéia era fazer 54, tínhamos que diminuir. Ricardo sumiu, partiu, voou. Viny, alertou que ele ia quebrar. Eu sinceramente paguei pra ver, já que não o conhecia.

Ontem comi 6 pedaços de pizza num jantar beneficente.Achei que fosse estar pesadona. Que nada. Eu tava que só uma pluminha. Vez ou outra Viny ficava pra trás e eu voltava pra buscá-lo. Quando passávamos nos locais que tinha banda, era uma festa. Que bacana!!!! Eu olhava no relógio a cada quilômetro só pr não perder o pace. No km 5, estávamos com exatos 27. Era a hora de manter.

Viny sentiu o joelho, pediu pra eu ir. Nada disso. Não costumo abandonar ninguém durante as provas quando me presto a ajudar. Quando passamos pelo exército, Viny ainda gritou: Frangos! E eu: Nunca serão!....rsrsrs....

Viny se mostrava cansado, com dores, mas ao mesmo tempo notava-se um certo medo dele. Nada de Ricardo. Na orla da praia, quando faltavam exatos 2km, gritei: Vamooooooo, boraaaaa, tá acabando. Nada de dor, nada de reclamar, a dor é psicológica. Viny então, deu um sprint nos últimos 200 metros e pisou no tapete, eu, segundos atrás. Mais uma.

E o que eu concluí? Aquela coisa da competição é boa demais...mas curtir às vezes também é tão bom! E quanto  a Ricardo...depois de algum tempo apareceu por lá totalmente decepcionado por ter feito 58 minutos. O erro? Logo no primeiro km, onde ele fechou pra 4:22...

Daqui há duas semanas tenho o dia do Desafio e depois a 2a etapa do santista. Ainda não sei o que vou fazer este ano. Se treino forte, se continuo na vibe do correr sem relógio...Mas que a adrenalina da compet~ição faz uma big falta, ah, faz...

Depois trago as fotos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012


RELATO DE CAMPEÃO

Recebí um e-mail do meu amigo ultramaratonista Márcio Oliveira dando um depoimento seu, especialmente para o meu blog (que chic) sobre correr gripado...Antes porém, preferí falar um pouquinho sobre isso, já que a gente sabe que é bem complicado deixar os treinos de lado por conta da danada gripe. E o assunto está bem propício, principalmente porque já estamos naquela meia estação onde de dia faz sol, de tarde faz chuva, à noite neve...rsrsrs..Haja organismo!

Correr com gripe abre as portas do seu organismo para doenças mais sérias Os exercícios enfraquecem ainda mais o sistema imune, por isso tem que se recuperar em repouso.

A gripe é um processo infeccioso, normalmente, desencadeado quando seu corpo apresenta baixa resistência imunológica. Por isso, quem corre precisa dedicar atenção em dobro à alimentação: o exercício envolve um alto gasto energético, enfraquecendo o organismo que não estiver devidamente preparado.

Além disso, é preciso levar em conta as alterações na temperatura do corpo, que acontecem durante o treino, e as variações de clima que se apresentam a quem pratica esportes ao ar livre.Tem muita gente que, mesmo com o nariz congestionado e o corpo dolorido, sai para correr, a justificativa é que o treino ajudaria a desintoxicar o organismo.

Cuidado com isso. Uma doença é sinal de que você está frágil e precisa poupar energia para combater os microorganismos causadores do problema.O efeito preventivo das atividades físicas, entretanto, não deixa dúvidas. Um estudo recente, publicado na revista do American College of Sports Medicine (um dos mais importantes centros de pesquisa em medicina esportiva do mundo) constatou: o exercício, quando praticado com regularidade e num ritmo agradável, diminui as chances de surgirem infecções. Mas os exageros fazem o inverso. Os corredores que treinam de maneira árdua estão mais suscetíveis a gripes e problemas respiratórios. A explicação para essa aparente incoerência está num aminoácido chamado glutamina, presente no tecido muscular. Consumida pelo corpo durante o treino, ela também alimenta os leucócitos (células de defesa imunológica).A saída para garantir apenas o bom efeito da atividade física é a moderação ou, no caso dos esportistas profissionais, a suplementação. Os aminoácidos de cadeia ramificada, conhecidos como "BCAAs", são usados na produção de glutamina e podem suprir essa carência, diminuindo as chances de doenças como gripes e resfriados. Já é comprovado também que os exercícios regulares estimulam a produção de citocinas, imunoglobulinas e das células chamadas natural killers. Estas últimas, como o próprio nome inglês diz, são definidas como assassinas naturais, pois têm a capacidade de reconhecer e matar células tumorais.Estudos recentes revelaram que a atividade física regular e moderada regula o sistema imunológico, fazendo com que ele fique preparado para resistir a infecções. Já os treinamentos intensos, e sem um cuidado maior, debilitam as defesas do organismo humano.

Aí, a gente se pergunta, e quando é dia de prova? A gente se prepara até o talo e tanã...eis que no dia a gripe tá lá. Vale a pena correr para competir, ou é necessário partirmos para o plano B, ou seja, só participar? E aqui, agora sim, o depoimento do Márcio caiu como uma luva, ainda mais por se tratar se um atleta ultramaratonista com um preparo bem maior do que nós, meros mortais....rsrs...Vamos acompanhar, porque vale a pena...

"Olá minha amiga olhe o que eu aprontei:  Bom, faltando 16 dias p/ uma importante prova de 80km trilhas ultramaratona, fiquei gripado muito mal, fui ao médico e medicado. Por 3 dias descancei e retornei aos treinos ainda debilitado.
Achei que daria sim para competir, apesar de estar na semana da prova e  4 dias sem treino ainda debilitado, acreditava que iria ficar bem, até então 1 dia antes da prova.
Estava com muita tosse com muco verde, enfim fui para a  prova e esta era a realidade: pela premiação ser boa arrisquei.  Eu na verdade fui porque tinha R$ 3000,00 para o campeão e um relógio no valor de R$ 2000,00 e sabia que poderia ganhar os 80km, apesar de ser muito duro o trajeto e saber que o último campeão passado havia terminado com o tempo de  08:50, ou seja, tempo ruim.
Resultado: minha teimosia me custou abandonar a corrida no km 30, quando estava na liderança da prova e ver eu mesmo me derrotando, vomitar muito, ter de 39 graus de febre, ir parar no hospital, tomar soro na veia e ainda gastar mais dinheiro com medicamentos.
Como lição e exemplo para muitos amadores ou proficionais nunca façam isso. Que fique aí um grande aviso porque sei que nós corredores fazemos muitas loucuras mesmo sendo experientes atletas muitas vezes fazemos loucuras.
Tudo isso me custou tristeza e mais uns 15dias parado sem o prêmio da prova que eu tanto tentei quando simplesmente meu corpo durante estes 16 dias estava tentando me dizer que para esta prova eu não deveria contar com ele. Eu não perdi a prova para o campeão, eu perdi para mim mesmo.
Um forte abraço a todos e vamos para a próxima... mais bem com saúde".

Taí, sábias palavras, ainda que tardias de um campeão, que assim como nós também erramos, mas procuramos aprender com os erros.


segunda-feira, 23 de abril de 2012


EU TIVE A SÍNDROME DO PIRIFORME E VOLTEI A CORRER

Pois bem pessoas, como eu havia dito, vamos começar esse meu projeto de alertar os corredores sobre as lesões. E o bacana é explicar contando um caso real, assim podemos além de saber um pouquinho mais sobre determinada lesão, entender que pra todas elas tem tratamento e que é possível sim voltar a correr, muito embora a gente ache que é o fim do mundo....rsrsrs.

Meados de agosto de 2009. Eu vinha numa fase de muitas competições. Corria tudo. Estava participando de 2 Campeonatos ao mesmo tempo e em ambos, brigava pelo pódio. Os treinos eram duros, mudei a planilha e...passei a treinar com meu tênis de competição. Era levíssimo e me dava a sensação de que os tiros eram mais puxados.

Foi quando passei a sentir uma dor estranha no glúteo esquerdo. Não era uma dor comum. Ela incomodava durante o começo do treino, depois com o corpo totalmente aquecido, parava. Porém, após o treino ela voltava. Doía na hora de dormir. Já não podia dormir do lado esquerdo e muitas vezes eu me via gemendo quando pisava no chão.

Assustada, porém na ânsia de terminar os campeonatos, afinal faltavam apenas 5 provas, continuei treinando, na base de biofenac e de alguns repousos menos espaçados. Em dezembro de 2009, corri a última prova. Eu era a 3a na geral antecipadamente e a 1a na categoria. Lembro bem. Deixei uma adversária me passar faltando poucos metros. As lágrimas corriam nos olhos. Estava doendo demais. Mesmo aquecida, mesmo parada, mesmo em repouso. Era o fim da linha. Naquele ano terminei o Campeonato Santista em 4º e o Circuito em 1º.

Fui ao médico. E já fui totalmente informada. Passava tardes e tardes pesquisando sobre o assunto. O que poderia ser aquela dor que irradiava em direção á perna pra cima e pra baixo e era tão profunda no glúteo. Queria saber se era ciático.. queria tudo pra ontem.

 Então o Dr. Vuono levantou a minha perna direita até em cima (praticamente uma Daiane dos Santos. Em seguida fez o mesmo com a esquerda, lado que estava doendo. Também a elevou até em cima. Em seguida me explicou que se fosse o ciático, eu gritaria na metade do percurso. Mas a dor glútea continuava. Me pediu que fizesse um ultrason e 10 sessões de fisioterapia. Lembro que ele me viu tão triste e quando eu ia saindo consultório me disse:  "Calma Luciane, calma. Não será dessa vez que você irá aposentar seu tênis. Ainda vai corre muito, não é nada grave."

Quando fui fazer o ultrason também já anotado num papelzinho zilhões de dúvidas e assim que o Dr. começou a fazer o exame, bombardeei o cotado de perguntas: "Tem camada fibrosada no periforme? Dá pra ver a lesão? Dá pra saber se meu ciático passa pelo meio ou por baixo do periforme? tem alguma fibra rompida??....Sorte a minha o Dr. ser paciente...rs...pois me respondia tudo como quem tivesse entendendo, pelo menos um pouquinho o sofrimento que eu estava. O diagnóstico foi dado: SÍNDROME DO PIRIFORME.



Foram intermináveis 2 meses entre fisioterapia e paciência. Nada de antinflamatórios, porque eu não podia tomá-los devidos a um probelma de púrpura que sofro.

E cá estou eu... vivinha da silva, correndo....E agora, bora entender o que é essa tal de Síndrome do Piriforme?


Se você sente dor na região glútea (nádega), quadril, lombar, membro inferior e também formigamento ou dormência, que podem irradiar em direção à perna do lado acometido, dê uma lida nesta matéria

As lesões esportivas são comuns e específicas de acordo com a natureza do esporte. No caso da corrida, o toque repetido do pé no solo transfere as forças mecânicas dos membros inferiores até a coluna. E se algo não está harmônico neste "caminho das forças", as lesões podem aparecer com mais freqüência.

Quando falamos em lesões pensamos logo nas que são causadas pelo esporte ou atividade física praticada. Porém, existem lesões que são decorrentes de nossas atividades do dia-a-dia ou as que são provocadas pela junção de maus hábitos posturais mais o esporte.

É o caso da Síndrome do Piriforme, que é uma patologia que pode acontecer por associação de fatores presentes no nosso dia-a-dia e na prática esportiva.

O QUE É? A Síndrome do Piriforme é uma irritação do nervo ciático provocada pelo aumento da tensão ou espasmo do músculo piriforme.

O piriforme é um músculo pequeno e profundo, localizado na nádega, sob os glúteos e tem como função a rotação externa da coxa, que é quando o joelho "olha" para fora, além de auxiliar na abdução (abertura da coxa). Sua localização vai do sacro (porção final da coluna) até o fêmur (osso da coxa). O nervo ciático passa debaixo deste músculo, mas em algumas pessoas (10%) ele passa através dele, o que aumenta a predisposição para a síndrome. Se o músculo se tensionar pode haver compressão do nervo ciático o que causa dor, com irradiação para a perna.
Alguns estudos relatam predominância maior de casos em mulheres numa proporção de 6:1.

O QUE CAUSA? A causa mais comum é a tensão e encurtamento do músculo piriforme. Porém tensão e encurtamento da musculatura próxima a ele (coluna, nádega e quadril) também geram tensão neste músculo, predispondo à compressão do nervo ciático.

É comum em esportes que requerem corrida, mudança de direção ou descarga de peso excessiva. Os seguintes fatores podem também favorecer o aparecimento da síndrome: corrida em terrenos duros ou irregulares, subir escadas, atividades que exijam muito agachamento e uso de calçados inapropriados para o tipo de pisada ou gastos demais.

No caso de pronação excessiva, o membro inferior sofre uma rotação excessiva, o que sobrecarrega a tíbia, joelho, quadril e coluna. Por isso é importante a utilização de calçados adequados para o tipo de pisada.

Quem anda e principalmente corre com a ponta do pé muito aberta, para fora (tipo dez para as duas) tem mais chances de tensionar o piriforme, pois fica o tempo todo estimulando o músculo na sua função, que é rodar a coxa para fora juntamente com o pé quando o joelho está esticado.

O aumento rápido na intensidade ou duração dos treinos pode contribuir para o aparecimento da síndrome por sobrecarga do piriforme. Traumas diretos podem provocar edema na região do piriforme ou causar uma tensão e conseqüente compressão e irritação do nervo ciático.
Um desequilíbrio muscular entre os rotadores internos e externos do quadril, como no caso de rotadores externos mais fortes que os internos, contribuem para encurtar o piriforme, além de desequilíbrios da pelve. Os distúrbios na biomecânica dos membros inferiores e coluna, incluindo distúrbios na marcha, vícios (maus hábitos) e alterações posturais também podem causar a síndrome.

Manter a postura sentada por longos períodos, principalmente com a coxa em rotação externa (como ao dirigir) diminui o aporte sanguíneo para a região do músculo e altera a fisiologia do piriforme (e dos músculos próximos à ele também) e provoca encurtamento.

Como esta é uma patologia causada por um aumento na tensão do músculo (ou espasmo), a falta de alongamento irá contribuir para que a musculatura envolvida se tensione ainda mais e piore os sintomas.

SINTOMAS: As queixas incluem dor que pode acontecer em alguns locais como: na região glútea (nádega), quadril, lombar, membro inferior e também formigamento ou dormência, que podem irradiar em direção à perna do lado acometido.

A dor pode ser reproduzida na rotação externa do quadril resistida, que é quando tentamos impedir o movimento de afastar os joelhos, ou seja, o joelho vai para fora e o pé para dentro, como ao cruzar uma perna sobre a outra. Ou quando se força o movimento contrário (rotação interna), isto é, quando forçamos o movimento de levar o joelho para dentro e o pé para fora.

Numa avaliação postural, o membro inferior acometido pode apresentar uma rotação externa maior que o não acometido (com o joelho esticado o pé roda para fora e sentado, o joelho "olha" para fora).

MEDIDAS A SEREM TOMADAS: Procurar um médico para que o diagnóstico seja estabelecido, descartando a possibilidade de outras patologias que têm sintomas parecidos com a Síndrome do Piriforme é a primeira atitude a ser tomada. Deve ser feito um exame físico detalhado para descartar a possibilidade de hérnia discal, problemas associados à compressão nervosa na região lombar (estreitamentos de forames), artroses ou patologias da região sacro-ilíaca.

Como é uma condição patológica que não se comprova em exames de imagem, o diagnóstico é estabelecido com base no exame físico e nos sintomas, o que pode acarretar em erro no diagnóstico e dificuldade no tratamento, ao se focar em coluna quando o problema está na região do quadril.

Depois de confirmado o diagnóstico, podem ser prescrito medicamentos para auxiliar no alívio da dor e relaxar a musculatura. Pode ser orientado repouso relativo (parar corrida ou qualquer outra atividade física por um tempo) ou apenas a redução no ritmo da corrida. Porém é importante a realização da fisioterapia, onde será orientado um programa de exercícios para equilibrar a musculatura, além de técnicas diversas para alívio dos sintomas, de acordo com cada quadro apresentado. Com isso, a prática esportiva acontecerá sem riscos de retorno dos sintomas.

TRATAMENTO: O tratamento tem como objetivos a redução da dor, melhora da flexibilidade e força e diminuição da tensão do músculo piriforme e dos músculos próximos à região, através de técnicas de massagem. Poderão ser utilizados aparelhos como ultra-som e TENS para o alívio da dor e formigamento/dormência e deve ser orientado um programa de alongamentos e fortalecimentos para que o retorno ao ritmo de corrida seja seguro e com boa performance.

A utilização de ultra-som e massagem são técnicas efetivas para remover metabólitos e tecido cicatricial (evita fibrose), além de acelerar a resolução da lesão.

A aplicação de gelo deverá ser feita para diminuir a dor, pois o gelo tem efeito analgésico e antiinflamatório. Pode ser feito da seguinte forma: coloque várias pedras de gelo num saco plástico e amarre. Coloque este saco dentro de um tecido fino e úmido e coloque na região glútea, mantendo por 20 minutos. Repetir 3 vezes por dia e não tomar banho logo após a aplicação, para não interromper o efeito do gelo.

Os exercícios devem ser iniciados assim que houver algum alívio da dor, de acordo com o quadro apresentado pelo paciente. Os alongamentos devem ser feitos no início de forma leve e os fortalecimentos devem ser introduzidos gradualmente.

Todos os músculos envolvidos, além do piriforme, devem ser alongados e fortalecidos para que funcionem em harmonia sem causar nenhum transtorno ao atleta no futuro. Porém, nesta matéria, deixaremos sugestões de alongamentos mais voltados ao piriforme (e músculos com a mesma função que a dele). É importante salientar que estes exercícios não devem ser utilizados como forma de tratamento, e sim apenas como auxiliares.

O retorno ao esporte deve ser um processo gradual. O tempo de retorno dependerá da extensão da lesão e do nível de atividade praticada.

Eu fiz tudo certinho. Fiquei triste, desanimada, confesso. Como eu disse, foram 10 sessões de fisioterapia. Não conseguia ver sequer alguém correndo que me dava vontade de chorar. Mas persistí e voltei zerinho, zerinho.... Aproveitada as sessões para pesquisar, fazer perguntas: "Pra que serve esse choquinho e esse, e aquele outro".
 
Mas tirei uma lição de tudo isso. O corpo precisa de descanso. Quando percebermos uma dor estranha, pára tudo. Descansa. Verifica se ela ainda persiste e em caso positivo, vá ao médico. Porque o lema é: Correr bem pra correr sempre.
 
Bom pessoal, hoje o assunto foi a Síndrome do Piriforme. Felizmente estou recebendo e-mails de vários corredores, contando sobre suas lesões. Muitos, contam até coisas erradas que fizeram e que consequentemente os fizeram ir mal em determinada prova. O bacana é justamente isso. Trazer o exemplo de corredores como nós pra que nos possa passar aquela traqnuilidade de que o problema existe, mas que tem solução.
 
Um forte abraço

domingo, 22 de abril de 2012

PROJETO BACANA

Pois bem, cá estou eu com um projetinho. E eis que precisarei muito da ajuda de vocês corredores. Como incansavelmente costumo dizer aqui, o blog tem além da função de contar minhas experiências nas corridas, a de alertá-los sobre dores, alimentação, enfim, a saúde, para que possamos ter vida longa na corrida, não é mesmo?

E pensando nisso, resolví trazer aqui no blog, relatos de corredores que passaram por alguma lesão. Assim em casa relato, explico um pouquinho sobre ela, trazendo um exemplo de superação. Porque na verdade a gente sabe o quanto é ruim saber que está lesionado. Nessa hora vem tudo na cabeça: Fim de jogo, nunca mais vou corrrer, vou correr mesmo com dor... e assim vai. Eu sei bem o que é isso, pois me lesionei 3 vezes.

Então, irei começar contando sobre a minha lesão no piriforme. Vou mostar como me curei, o que passei e quem sabe alertar alguém que está passando por essa lesão doída demais, mas que tem cura ...rsrsrsrsrs, já que achamos muitas vezes que iremos morrer com aquela lesão...rsrsrsr

Portanto, pedirei a todos que já passaram por uma lesão, me enviar um e-mail para llucica1@hotmail.com contando qual lesão sofreu, como reagiu, quando descobriu e o tratamento que fez para que voltasse a correr.

Aguardo vocês....

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SIMPLES, PRÁTICO E DE GRAÇA

Tanã...voltei...É, às vezes eu dou mesmo uma sumidinha...geralmente coincide com a falta de treino, de tempo. Se não estou treinando bem, consequentemente não tenho muita vontade de escrever...rsrsrs.

Pois bem. Ontem, dia de treino. Mp3 novo (sim estou lá pelo 4º ou 5º aparelho). O último, confesso, foi topeirice da minha parte. Treinava num sol escaldante e resolví entrar debaixo do chuveirinho da praia. Ok, sempre faço isso, mas sempre me lembro de tirar o MP3 antes de entrar...rsrs...tadinho...não deu tempo nem de agonizar...morreu na hora...morte instantânea meeeeesmo...

Enfim. Ontem, feliz, novo repertório do ouvido. Empolgada. E quando estava naquele estágio "tudo de sí" com respiração e frequência mantidas,  eis que...desamarra o tênis...PQP! E aí...respiração descontrola, fica difícil voltar no ritmo que estava antes.. um horror...

Pode ser bobeira, mas são pequenos detalhes como por exemplo, o cadarço do tênis que fazem toda a diferença numa prova. Certa vez, na última prova do Circuito das Praias, choveu muito. A prova foi pela areia e tínhamos que entrar em meio a canaletas. Meu cadarço desamarrou duas vezes. Conclusão...por 15 segundos fiquei em 2º lugar na minha categoria. Fez toda a diferença parar para arrumar o cadarço.

Tá certo, todo mundo já passou por isso na vida (desamarrar o tênis) e se não passou, não precisa passar...rsrs...Hoje em dia no mercado tem algumas marcas que oferecem cadarçso elásticos muito bons, como por exemplo o Cadarlastic. Certa vez também recebí em casa uma amostra de um outro produto deste tipo. Usei, mas enfim...voltei ao velho cadarço de antes.

E ontem, numa dessas abaixadas para amarrar o danado, eis que passa ao meu lado o Ultramaratonista Márcio Oliveira...grande Márcio. Rapidamente apenas disse: "Dá o laço no cadarço e passa o laço por baixo do trançado". Ups...simples assim? Não é que não desamarrou nem por Decreto? Adorei a dica. Simples, rápida e barata..digo de graça!

quinta-feira, 15 de março de 2012

 Enfermeira vence luta contra anorexia e vira maratonista


Depois de lutar por 12 anos contra a anorexia, a enfermeira Harriet Smith, de 26 anos, está pronta para correr os 42km da Maratona de Londres. Harriet começou a emagrecer quando tinha apenas 14 anos e já fazia dietas para ficar sequinha.



Em pouco tempo, começou a sofrer sérias consequências à saúde - seu IMC (índice de massa corporal) era de apenas 10 enquanto o normal para a idade dela era 18,5. "O médico disse que meu coraçao ia parar de bater", afirma em entrevista ao jornal Daily Mail.




Após acompanhamento médico e psicológico, ela se diz 99% recuperada e, para comemorar a nova fase, está se preparando para correr os 42 km da Maratona de Londres. "Antes eu já corria, mas com a intenção de perder peso. Agora, será para comemorar", diz.

Bacana né??? A corrida continuou na vida dela, mas de uma forma totalmente diferente...resumindo: SAUDÁVEL!

Com informações e fotos do Daily Mail