segunda-feira, 18 de outubro de 2010



BURSITE TROCANTÉRICA.. VOCÊ SABE O QUE É???

A proporção é de 4 mulheres para 1 homem. É uma dorzinha no quadril. No começo você sente dificuldades para andar,. mas se bobear, como eu, é obrigado a parar os treinos imediatamente. Sabe do que estamos falando?



BURSITE TROCANTÉRICA


Quem acompanha meu blog sabe. No final de setembro do ano passado comecei a sentir algumas dores na lateral da coxa. Junto disso, veio uma lesão no piriforme. Teimei e continuei treinando forte até o fim do Campeonato Santista e Circuito das Praias, ondde corri o percurso inteiro gemendo de dor e terminei quase que dura no chão de tanta dor. É bem verdade que ter uma bursite e uma lesão quase que nomesmo lugar, colaborou e muito para todo o sofrimento que eu passei, mas....tem muita gente por aí que sente as famosas dorzinhas e continua...
A lesão foi curada, mas a bursite não. E como estou sentido a danada latejar, achei bacana falar um pouco sobre essa talzinha que já tem um nome pra lá de feinho né????

A bursite trocantérica é conhecida como uma dor crônica na lateral do quadril, caracterizada por uma inflamação da bursa, uma pequena bolsa, cheia de liquido, encontrada em várias articulações do corpo como ombro e quadril, com a função de "amortecedor" e de diminuir o atrito entre estruturas ao redor da articulação durante o movimento.

No meu caso, graças a Deus, muito embora ela esteja inflamada, não étão grande a ponto de drenar, já que há casos que a dor é tão grande e a quantidade de líquido também tão grande, que só mesmo uma drenagem do líquido é que faz a dor parar.

A articulação do quadril é extremamente complexa a (possui 32 músculos), que é submetida a grandes forças durante a atividade física, tanto para estabilização como para movimentação. Na literatura é descrito que durante uma caminhada lenta, esta articulação recebe 1,6 vezes o peso do corpo, e na corrida aumenta para 5 vezes em cada apoio do pé no chão.

Esta carga é resultante de várias forças distintas que o quadril recebe durante a atividade, entre elas a força de impacto do calcanhar, força de reação do solo e força dos músculos sobre a articulação.

Agora imagine só treinar forte e exercitar exatamente a articulação onde se encontra a bursa inflamada deixando sobre ela 8 vezes o peso do corpo em cada apoio do pé no chão....e isso por 3 meses! Olha o estrago feito....Meu médico disse que oproblema passou a ser crônico e que qualquer esforço exagerado, ela vai estar al pra me avisar... "Olha 2 meses por causa dessa brincadeira..."

Tá, mas onde se localizam as bursas do quadril?Na articulação do quadril existem de 14 a 21 bursas, mas a inflamação da bursa trocantérica é a causa mais comum de dor.

A bursite se dá quando ocorre a inflamação da bursa, no caso da trocantérica, localizada no quadril, mais especificamente próxima a uma proeminência do fêmur, o trocanter maior. Nesta região se insere o músculo glúteo médio, responsável em estabilizar a bacia, evitando sua "queda" quando a descarga de peso ocorre apenas em um membro inferior, como ao damos um passo.

O músculo glúteo médio não é o único responsável pela estabilização do quadril, já que, junto com ele, uma estrutura fibrosa muito forte, localizada na região lateral do quadril, faz este trabalho: a fáscia-lata. Entre o glúteo médio e a fáscia-lata está a bursa trocantérica, evitando o atrito excessivo entre eles.

Logo abaixo do trocanter maior insere-se o músculo glúteo máximo, um potente extensor do quadril, isto é, leva o membro inferior pra trás. Durante a caminhada e principalmente durante a corrida, este tendão empurra a bursa contra o trocanter maior repetidamente, aumentando sua pressão, levando assim a uma maior predisposição à irritação e conseqüente inflamação.

É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos de idade, mas olha só eu.. com 33 anos e já tenho isso....será que estou envelhecendo precocemente? kkkkkkkkkk....

A corrida, principalmente de longa distância como a maratona, assim como o ciclismo, o futebol e alguns exercícios de musculação são práticas esportivas que tendem a desencadear o quadro, pois são atividades de esforço repetitivo que podem causar micro-traumas de repetição, ou lesões por overuse.

O trauma direto causado por uma queda sobre o trocanter maior ou pancada na região também pode desencadear a bursite de forma súbita, devido à hemorragia na bursa, aumento do volume e consequentemente aumento do atrito. Mas, pesquisas revelam que em 8% dos casos de bursite trocantérica as causas são desconhecidas.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS? A dor localizada na região lateral do quadril é o principal sintoma, no início ocorrendo apenas na corrida e ao subir escadas, e em alguns casos na caminhada. Com a progressão do quadro, a dor pode ocorrer também ao repouso e com irradiação para a coxa. Algumas pessoas se queixam de dor quando tentam cruzar as pernas na posição sentada ou ainda quando deitam sobre o lado afetado. A piora da dor é lenta ou abrupta de acordo com a atividade praticada.

Ao exame clínico o atleta pode referir dor à palpação na região lateral do quadril; na maioria das vezes essa dor é localizada, mas em 25 a 30 % dos casos a dor irradia para a lateral da coxa. É observado também o aumento da temperatura no local da inflamação. O movimento não fica limitado, porém é doloroso em situações como a flexão do quadril, abdução (elevar a perna lateralmente) e rotação interna (girar a perna para dentro).

EXISTEM FATORES DE RISCO? Sim, e muitos deles podem ser evitados ou minimizados. São eles: encurtamento da fáscia-lata e do músculo glúteo médio, diferença de comprimento entre os membros inferiores, pé supinado e alteração pré-existente em coluna vertebral como artrose, escoliose e hiperlordose.

Em casos de atletas que apresentam diferença de comprimento de membros inferiores, a correção pode ser feita utilizando palmilhas ou tênis adaptados, porém essa adaptação deve ser feita apenas com a indicação de um profissional de saúde, pois o uso inadequado pode agravar o problema. Geralmente, usa-se adaptações apenas em diferenças de comprimentos de membros acima de 1 cm.

COMO DIAGNOSTICAR A BURSITE TROCANTÉRICA? A investigação começa por uma história clínica detalhada dos sintomas e da prática esportiva realizada. É importante relatar ao médico deformidades ou cirurgias já realizadas no quadril e também na coluna, mesmo que tratadas na infância, pois qualquer alteração desta natureza pode alterar a biomecânica (funcionamento adequado) do quadril, levando a alterações na atuação muscular e causando assim atrito anormal na bursa. Serão mensurados também os comprimentos dos membros inferiores, a flexibilidade e força muscular dos músculos envolvidos.

O diagnóstico é praticamente clínico, exames de imagem como ultra-som, raio-x ou ressonância magnética são utilizados apenas para descartar problemas de outra natureza, como tumores ou processos articulares degenerativos.

TRATAMENTO. O tratamento é clínico, na sua grande maioria, sendo raros os casos com indicação cirúrgica.

O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo o equilíbrio muscular, a diminuição da dor e da inflamação. O fisioterapeuta fará uma avaliação criteriosa para detectar quais são os grupos musculares fracos, tensos e encurtados; além disso, uma avaliação da marcha (modo de andar), da postura e de outras articulações, como a coluna lombar, é fundamental para traçar um tratamento global.

Para a articulação do quadril, os exercícios enfocam, de uma maneira geral, o alongamento muscular de glúteos, laterais do quadril e tensor da fáscia lata, o fortalecimento de adutores do quadril (músculos internos da coxa e quadril) e o relaxamento do músculo tensor da fáscia lata e da própria fáscia lata. Além de recursos antiinflamatórios e analgésicos como a eletroanalgesia (TENS), laser, ultra-som, ondas curtas e a crioterapia.

Outro recurso utilizado é a infiltração, onde o médico aplica um fármaco no local da inflamação para diminuir os sintomas e o processo inflamatório. Essa técnica será realizada a critério do médico.


PARA PREVENIR. O treino consciente é sempre a melhor prevenção de lesões de um atleta. O bom preparo fisco, respeito aos limites pessoais e o equilíbrio muscular adequado são fundamentais para que a atividade seja praticada de maneira saudável.

Eu costumo alongar bastante esse músculos fazendo rotatória com as pernas. E tem resolvido bastante. Também bem esse músculo....Resolveu pra mim.
Se tiver um treinador, procure informá-lo sobre qualquer sintoma de dor ao movimento ou à palpação na região lateral do quadril. Apresente também o seu histórico de lesões, quedas, traumas, cirurgias e dores de qualquer natureza, para que ele possa planejar o seu treino, adotando as precauções necessárias.

Qualquer lesão tratada no início tem maior chance de cura, menor tempo de tratamento e permite que o atleta possa voltar a sua atividade com segurança.

Eu até que depois de ter feito a besteira de continuar treinando com dor, fiz tudo direitinho e amenizou o problema, muito embora 1 ano se passou e eu convivo com a bursite...aprendi né.... Fiz repouso, nada de trotinho...nada mesmo... Fiz 10 sessões de fisio... religiosamente..Fazia tudo que a fisio mandava....e estou aqui.. De vez enquando sinto um incômodo, mas nada como antes....

Portanto...principalmente voces mulherada....Não fica com essa coisa de que toda dor édor tardia. Corredor tem disso. Difícil acreditar que tem ma lesão, uma bursite.. tudo é gelo, tudo é antinflamatório....tudo é dor que passa....Não cai nessa não. Sentiu dor...persistiu em 72 horas...médico...Eu nas 36 horas de dor, já tô batendo palmas na casa do meu....rs....Lesão, dor, parar de treinar.. Tô fora...Então... cuide-se!


Fonte: revista contra relogio

9 comentários:

Gabriel disse...

É isso aí.
Eu estou com essa mesma dor danada e estou fazendo o tratamento fisioterapeutico.
Tomara que melhore. Fiz todos os tipos de exames e passei por 3 médicos que disseram que não tinha nada.. só agora encontrei um que quer resolver o meu problema.
Mas é uma dor bem chata, parece que não vai melhorar nunca, pq já acostumei com ela.
No meu caso o problema foi o skate que é a perna que eu remava e fazia um grande esforço físico.
Mto obrigado pelo post, ajudou bastante.
Abraço

Luciane disse...

É gabriel..tem que parar.. tem que fazer fisio mesmo...tem que repousar e só voltar quando não sentir mais nada.. mas nadinha mesmo...Sei bem o que é essa doz eé chata pra kct...

te cuida...

abraços

Gi disse...

Nossa q completo isso!!! Acabei de ser diagnosticada com bursite na coxa, joguei no Google e vim parar aqui e juro que é um dos posts mais completos sobre esse tipo de bursite!!! Obrigada!!!!! Tudo ficou mais claro. Eu já estava pensando em tomar o anti-inflamatório e fugir da fisio mas me conveci que é melhor cuidar bem disso! Faço enduro a pé e não quero estar machucada para próxima etapa!!! Ameiiii!! Valeu!!!!

Luciane disse...

Obrigada Gi...Gosto de saber que as pessoas aprendem um pouco mais lendo os meus posts. Sei bem o que é essa dor e para nós qur praticamos esporte parece qiue a dor se multiplica por 1000...e na verdade se multiplica mesmo. Se cuida bastante...faz a fisio, e depois volta aqui que terei o maior prazer em falar sobre sua recuperação, pois fazer as coisas certinhas tem suas recompesas...

bjs e boa sorte no tratamento.

Virnoka disse...

Eu tenho isso aí...sou atleta de taekwondo. Dorzinha filha duma put*. uahaauah!!!

Claudia disse...

Olá Faz 10 meses que, sofri um acidente, quebrei o femur e estou com lesão no menisco do joelho. Nofemur tenho haste e 3 parafusos, e o joelho estou em tratamento, aguardando cirurgia. Sinto muita dor no quadril, no local da cirurgia, e não posso subir escadas, dói muito, e a noite sempre tenho problemas para dormir, não posso dormir do lado da cirurgia, e tem um inchanço imenso, o médico me pediu uma ultrasom do gluteo, fiz e deu presença de liquido na topografia da bolsa sinovial e trocanteriana. Mostrei a ele , e o mesmo disse que com o tempo o meu organismo iria absorver. Faz quatro meses e até agora continua inchado e a dores pioraram, fui no médico e irei fazer uma ressonancia, só que ele disse que acha que é bursite ou um ematoma, a dores são muito forte. Poderia me dar sua opinião? na primeira ultrasom já não seria um diagnostico da bursite? há e vou fazer uma astrocopia no joelho, qual o tempo de recuperação, levarei ponto?
Obrigado e espero que possa tirar a minha dúvida.

sonia disse...

Boa Tarde,

Não sou atleta mas estou sofrendo a duas semanas com essa dor no trocanter. Trabalho em um hospital público, fiz RX, ressonancia magnética que o resultado é para daqui a 15 dias. É terrível, já cai na rua de dor, as vezes preciso parar e segurar em alguma coisa, respirar e depois continuar andando, ou melhor, me arrastando.
O médico ortopedista que me avaliou disse-me que o ideal é tomar um antiinflamatorio por alguns dias, e praticar hidroginastica.

Estou desanimada, e se eu calçar sapato sem salto, ou sandalia rasteirinha, aí é que eu não consigo andar mesmo.

Gostei muito do seu texto, é bem elucidativo. Obrigado, sonia.

Alê disse...

Jogo futebol e há duas semanas tô sentindo esse treco... Fiz exames e foi diagnosticada a meleca dessa Bursite ae...
Muito bom o seu post...tava querendo fugir da fisio (odeio!), mas lendo o seu post não há como não se render. Completo!
Obrigado pelo esclarecimento e parabéns!!!

Anônimo disse...

Adorei o seu comentário, também com Bursite quase um ano, já fiz fisioterapia e nunca mais passa, já não sei o que fazer mais.... ando a ficar desesperada. Agora falaram-me em Laser, vou pensar pois isso não. Obrigada e as melhoras todos.

Zita