segunda-feira, 16 de julho de 2007

RALLY HUMANO - PAGUEI PRA VER E VI....

Promessa é dívida, e se eu prometi, eu cumpro.Há algumas semanas atrás eu comentei sobre uma prova de 12km de aventura, de muita adrenalina, subidas e descidas que eu iria participar e que caso, voltasse viva, contaria tudinho, como foi. Cá estou eu, vivinha da Silva e muito feliz por ter participado e concluído a prova muito bem.
Foi neste domingo às 09:00. às 05:15 da madruga, o relógio dava o sinal de que o dia chegou. Ainda era escuro quando comecei a arrumar as coisas. O Cássio, meu marido, custava a acreditar que eu fizera ele acordar tão cedo num domingo nublado. Não podía,os esquecer nada...água, frutas, gatorade, bolachas, barra de cereais, roupas secas, um par de tênis limpinho...tudo pronto. A Nete e o Vla, nossos amigos (´foram eles que tiraram as fotos da corrida, inclusive estas), passaram lá em casa, pra indicar o caminho. Chegamos em Caruara por volta de 07:20. Nada estava preparado. A organização ainda estava inflando a chegada. Enquanto isso, Val e Cássio, levaram o carro para a lagada que aconteceria lá em Bertioga, no Sítio São João. Mais tarde, voltaram de ônibus com todo o pessoal que fez o mesmo. A hora passava rápido e eu conferia a listagem de inscritos várias vezes. Contei 5 na minha categoria e isso me preocupava, já que dessa vez, subiria ao pódio as 3 melhores. Procurava cada número de peito de cada atleta, para conhecer minha adversária e dificultar uma possível ultrapssagem durante o percurso. Nessa hora, o cássio se irritava comigo, achando que aquilo era somente diversão, ao paso que eu levava tão a sério, que não imaginava sofrer tanto sem um troféu nas mãos. Aos poucos o povo ia chegando e as perguntas eram sempre as mesmas: "Vocês conhecem o percurso? Será que vai ter muita subida? E se chover hen?". Isso me tranquilizava, já que estávamos todos no mesmo barco, ou seja, ninguém sabia o que lhe esperava lá em cima.
Todos a postos e eu tentando ficar bem na frente, afinal, qualquer 10 metros poderiam significar meu primeiro pódio do ano. Fuóóóóó... E lá fomos nós. Não larguei forte, porque sabia que minhas adversárias estavam atrás. Inicialmente, o terreno era plano, mas bem irregular. Já na primeira curva, muitas saliências e o medo de torcer o pé em quaolqyer distração. Tentei não me afobar e administrar o ritmo até ver a primeira subida, e ter uma noção do que me esperava. No 2km peguei uma squeeze com água, pra garantir que pelo menos de sede eu não morreria. Avistei logo a frente os primeiros indícios de que nada seria tão fácil. Uma pequena ponte de madeira, praticamente podre me fazia sentir que o Circo do Faustão seria fichinha perto do que eu iria passar. Após descermios as esacdas e passarmos por baixo de uma ponte, Começamos a subir. Consegui subir correndo umas 3 ladeiras e andei... aliás, andamos, ninguém conseguia correr, tamanha a inclinação. preferi administrar. num piscar de olhos, pude observar uma adversária me ultrapassando em umas das subidas e confesso, fiquei arrasada, mas não desisti. Cada subida se tornava ainda mais íngrime e as trilhas mais emlamaçadas e estreitas. Havia momentos em que após uma descida, as pernas não obedeciam e quase caíamos em barrancos. Inclusive a Nete e o val presenciaram uma cena desssas, onde um dos atletas se desiquilibrou e caiu num barranco. por sorte, conseguiu se segurar em uma árvore e ajudado por outros competidores conseguiu ser erguido e voltar novamente à prova.
Em determinado trecho, me vi totalmente sozinha e por um momento ouvia ruídos estranhos vindos de trás de todo aquele mato. Outras vezes, ouvia a voz do Cássio, ou da Nete dizendo para meu pai ir com mais calma. Dei graças à Deus, quando um atleta me alcançou. Fomos juntos, conversando, ele me acudia, eu o acudia, e nas pates de lama pura onde quase perdi meu tênis, dávamos risada e concluíamos que aquela prova não tinha sido feita para Patricinha não. Olhei no relógio pela primeira vez quando já marcava 50 minutos de prova. Até me surpreendi, já que estava bem. As subidas continuavam e se tornavam acada vez mais difícil. havia muito limo e por diversas vezes tínahamos que pular formigueiros enormes sedentos por canelas sujas. Em determinado trecho passei por um casal, que não estava correndo, mas que sabe se lá baseados em que, diziam: Ah, esta está forte, vai aguentar, ah, este tá com cara de cansado. Seria trágico se não fosse cômico. As batas da perna pareciam que iam se rasgar, eu já nem sentia os músculos e a coordenação já estava pra lá de Bagdá quando avistei o posto de água, ou eja, estava no km 8. Quando o menino disse que dali em diante só haveria reta, meti o pé no acelerador e zerei. Embora a trilha fosse bem estreita e eu tivesse que pisar torto o tempo todo, me renovei e segui. Por um momento pensei em alcançar minha dversária, mas não sabia se ela estava muitos metros na minha frente. Já não conversava mais com o homem o moço que conversei pelo percurso. minhas passadas estavam largas e senti que a respiração dele que vinha logo atrás de mim, ia se afstando cada vez mais. Na placa do km 10, a última indicação da Staff... sigam em frente, virem na próxima á direita e depois á esquerda. Fui que fui.... O percurso parecia o do início... Já conseguia ver casas, pedereiros e ao fim da rua, os meninos do exercícito e a placa do km 11. Ufa, faltava apenas 1 km. Ao virar, podia ver a avenida. agora sim, tinha a certeza que faltava muito pouco. Avistei mais 2 staffs e ao passar por eles ouvi: faltam apenas 800 metros. E que 800 metros, minha gente. Passei pela Porteira e podia ver, ainda bem pequninha, a imagem dos corredores que terminaram a prova. Há uns 100 metros a frente, reconheci minha adversária pelo boné.... era vermelho. Mas preferi não arriscar, administrei, corri sussegada, pra chegar bonito, que era qo que eu queria. As pessoas pequenas, já estavam do meu tamanho... e diziam: falta só 50 metros. E não é que faltava mesmo.. Quando vi a faixa da hegada, abri um sorrisão. Cheguei feliz, contente e com uma sensação de que poderia fazer tudo de novo porque tinha valido muito a pena. Minha mãe, saiu corredno e me abraçou na frente de todo mundo dando parabéns. O povo ria, se divertia e eu ali contando detalhes da aventura. A nete, o Val chegaram cerca de 10 minutos depois e me assustaram , dizendo que meu pai não estava nada bem durante o percurso. Preferi esperar. Logo após, chega o maridão, e lógico, fiz questão de acompanhá-lo até a chegada. E arrisco a dizer que ele chegou muito melhor do que muitos corredores ali. Eele me deu o alert, vai buscar teu pai. E lá fui eu. Corri até a última curva antes da chegada e já podia avistar meu pai, cansado, mas feliz por ter terminado tudo bem. Lembro dele me dizendo assim que cruzou a linha: Sinistro, nunca mais na vida, faço isso! E enquanto isso, eu e Nete tirávamos fotos dos nossos tênis, guerreiros, companheiros de muita quilometragem. Talvez esse teria sido o fim do meu ADIDAS, a despedida definitiva. Enquanto meu pai se deliciava com o caldinho d efeijão oferecido pela TH5 eventos, eu procurava ansiosa pelo resultado que para minha surpresa me deixou muito feliz: 3º lugar. Ufa.. nem acreditava que eu levaria o meu troféu pra casa. No pódio o 3º lugar tinha gosto de 1º e vamos combinar, todo mundo merecia um troféu! A Nete levou, meu pai levou...e o Cássio teve direito até a agradecimentos pelo meu pai, já que sreviu de treinador durante toda a prova. Ai, ai, como é bom a sensação de terminar e querer começar de novo. Definitivamente, essa prova, deixou um hostinho de quero mais.
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2 comentários:

Cássio disse...

Essa é a minha mulher, ela é muito dedicada ao esporte, principalmente à corrida.
Nessa prova eu também corri e não cheguei muito longe dela.
Lu, Parabéns pelo seu fotoblog, é um sucesso

Anônimo disse...

Mas como se explica? que essa gordinha teve resistência pra ganhar em 1° lugar??
Sempre ouço dizer que não existem gordinhos corredores, essa não entendí, não é preconceito não, apenas não entendo de onde vem o pique, que eu que sou magrinha não tenho.