terça-feira, 9 de setembro de 2008

PENSE RÁPIDO... VOCÊ É UM CORREDOR DO BEM?
Toda prova é a mesma coisa. Por mais que minhas pretensões não sejam lá essas coisas (é claro que às vezes rola um pódio, mas não é sempre), eu acabo me aborrecendo com atitudes pra lá de péssimas por parte de atletas que na minha opinião, são totalmente inexperientes.
Não preciso forçar muito a memória não, para eu lembrar da última vez em que me revoltei. Na etapa passada do Campeonato Santista (mês passado), cheguei a comentar aqui o ocorrido. Eu sempre procuro largar bem na frente, porque sei que ao dar a largada na prova, partirei como louca, a fim de ganhar posições logo no início da prova. Pois bem. Ouvido o famoso fuóóó, larguei abruptamente e na minha frente um casal que provavelmente achava que estava apenas trotando num dia de sol no parque do Ibirapuera. Obviamente, pedindo para que abrissem para eu passar, já que ambos achavam que podiam correr lado a lado, e não sendo atendida, fui obrigada a esparrar na cidadã e acabei a empurrando. Para minha surpresa ouvi do marido da mulher: " Ow, não sei pra quê isso, não vai subir no pódio mesmo". Na hora só fiz um gesto de positivo para aquele "palhaço" e segui em frente...Ah vamos combinar...é uma falta de senso total...Se vê que não vai acompanhar, larga mais atrás, vai para o canto...
Outro episódio que achei o fim, foi numa das etapas do Circuito das Praias, onde a 1a colocada na minha categoria simplesmente correu apenas uma das voltas de 5km. Infelizmente só estranhei esse fato dias após a corrida acontecer, quando pesquisando sobre os resultados anteriores da menina, pude constatar que eram bem mais altos do que o que ela fez no dia. Mandei um e-mail para a th5 eventos, a organizadora, e muito embora eles tenham tirado os pontos dela no campeonato, o troféu ela levou e o meu que seria o de 3º, ficou sendo o de 4º lugar... deplorável...
Por isso hoje vamos falar de um assunto bem bacana, que é a ética dos corredores...
Pare e pense. Será que suas atitudes estão dentro das normas de conduta ética e moral para participar de um evento esportivo? Se você se encaixar em alguns dos péssimos exemplos relatados por atletas e treinadores, é hora de mudar. Para melhor! As regras existem para facilitar a convivência entre as pessoas. Em situações nas quais as normas de conduta são reguladas pelo bom senso, entram em ação noções de civilidade e ética. A coisa começa a complicar quando a competição está nesse contexto. Fazer prevalecer a postura honesta, educada, respeitosa - aquela que aproxima os indivíduos - sobre os impulsos egoístas, é tarefa complicada para determinadas pessoas. Mas é nisso que se constitui a moral, seja social ou esportiva. Para ilustrar o extremo do oposto da conduta ética e moral, vamos tomar emprestado o mais famoso dos competidores desonestos de desenhos animados: Dick Vigarista. Criação dos estúdios Hanna Barbera, ele corria de carros, mas quem vai discutir se jogar tachinhas no chão para furar o pneu dos adversários é muito diferente do que cortar caminho em provas de rua? Certamente há quem deseja levar vantagem ou mesmo 'se esqueça' da regra fundamental, aprendida ainda no jardim de infância, a qual prega que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam. Também existem pessoas que ignoram que a liberdade delas acaba no limite em que começa a sua. Tudo isso pode ser observado em diferentes situações da vida e em todas as culturas e países. Mas a grande pergunta é: existem regras de conduta entre os corredores? E, mais importante: elas são cumpridas? Difícil é imaginar a convivência social sem qualquer conceito de cordialidade. Mais complicado ainda é crer que atitudes dignas de um Dick Vigarista ocorram no esporte. E pior, no caso dos corredores de rua, sem um árbitro para advertir ou mesmo expulsar os maus 'jogadores'. Falta de educação não combina com um esporte que é sinônimo de democracia e qualidade de vida. Mas acontece, testemunham treinadores e amadores. "Durante uma prova pedestre com milhares de participantes, muitos atletas têm comportamento inadequado em relação aos outros competidores, não se posicionando atrás daqueles que comprovadamente são melhores. Na maioria dos casos, isso acontece por falta de orientação técnica. Precipitam-se à frente, o que pode causar acidentes", avalia o técnico Carlos Ventura, o Carlão. "Considero também atitude antidesportiva o comportamento de treinadores que invadem o percurso, acompanham seus atletas na linha final e tomam atitudes deploráveis em relação a adversários", completa. O diagnóstico do profissional é comprovado por quem está mais que acostumado às competições. O paulistano Ricardo Nishizaki, de 32 anos e cerca de 50 corridas no currículo, coloca em seu top 10 da falta de educação itens como empurrar para pegar água ou para passar outro atleta e correr em zigue-zague. Mas o número um da lista é, por incrível que pareça, olhar onde cospe. "Se for cuspir (isso, em si, não é um problema), olhe antes para que não seja no meu pé!" Orlando Azevedo, também de São Paulo, concorda com Ricardo. "Os modos horríveis dos participantes variam muito. Empurrar, jogar copos de água no meio do trajeto, fechar o corredor que vem mais rápido, atravessar na frente do outro quando percebe que vai rolar uma foto", enumera. O atleta de 29 anos conta que começou no esporte aos 9 anos, jogando futebol. "Corri 11 anos freqüentemente, parei por 7 anos e voltei há 2 anos." Um caso extremo é o de Regina Martins, paulistana de 45 anos. Corredora há quase 2 anos, ela prefere ficar fora das competições. "Não participo de muitas provas, primeiro porque não é meu objetivo e, segundo, por causa da falta de respeito mesmo, tanto dos participantes como de alguns organizadores. Acho que participei de umas seis ou sete", declara. O que mais a indigna é competir sem estar inscrito. "Não há justificativa para isso. Corridas de rua são eventos como outro qualquer. Gostaria de ver um esperto desses convencer os organizadores do carnaval a deixá-lo entrar sem ingresso 'só pra ver como é', porque 'é sua primeira vez', porque 'está sem dinheiro', porque 'é caro' ou porque o evento 'acontece na rua da sua casa'. Cito o carnaval porque o sambódromo, como as ruas, é um espaço público, mas que deixa de sê-lo durante o evento. Esse comportamento é um desrespeito aos corredores que pagam inscrição e, querendo ou não, financiam a participação dos 'pipocas'", afirma. A corredora ainda critica as desculpas dadas por quem transgride a regra básica de se increver para disputar uma corrida. "Incrível também a cara de pau dessas pessoas em justificar que não tomam água ou que só gastam um copo de água, como se o custo da prova fosse esse. Comprometem a logística, o conforto, a organização e justificam tudo com um copo de água. Custo a acreditar que essas pessoas sejam tão ignorantes. O pior de todos os argumentos, porém, é que não pagam porque acham muito caro, então correm sem inscrição como protesto: estamos numa economia em que o único protesto válido e eficiente nessa circunstância é não participar, sem interferir na escolha do outro", desabafa. O treinador Jair Batista Soares, da equipe JBS, também considera correr sem inscrição o ápice da falta de ética no mundo da corrida. "O pior é quando eles agridem de forma verbal os mais lentos, além de passar por eles e querer humilhá-los, como se não tivessem que estar ali. Outro tipo são os que cortam caminho, os quais não deixam de receber uma imediata vaia dos atletas de verdade. Ainda outro tipo são aqueles que trocam de número para que outro melhor possa correr em seu lugar e o inscrito se classifique e, no final, ganhe a premiação (normalmente por categoria). São atitudes que, infelizmente, ainda acontecem neste esporte", lamenta. Outra questão para Regina é lidar com aqueles que não lembram que estão em um evento coletivo. E enumera os problemas. "Largar fora do tempo, correr junto com todos os amigos, formando um muro, correr lentamente ou até caminhar nas tangentes, pegar vários copos de água e não consumir, arremessar copos ou outros objetos do meio da rua sem olhar para trás, cuspir sem olhar, fazer xixi na largada, emporcalhar os banheiros, enfim, todo tipo de falta de respeito pelo outro", protesta.
Corredor há 11 de seus 31 anos, Paulo Franklin, de Jundiaí, interior de São Paulo, coloca uma pimenta na discussão. Para ele, que tem no currículo mais de 100 provas, entre elas 10 maratonas, é mais fácil encontrar exemplos de falta de educação em organizadores do que em atletas. A sua lista é longa. "Não disponibilizar o regulamento no ato da inscrição; exigir que o pagamento seja feito apenas em dinheiro ou pessoalmente; não contratar empresa de cronometragem quando o número de participantes ultrapassa mil; atrasar a largada e não dar satisfação; colocar apenas um ponto de água e não dizer o quilômetro; entregar uma medalha com etiqueta de papel e cobrar o valor médio de inscrição; disponibilizar apenas um tamanho de camiseta; entregar apenas um copo de água ou saquinho e não permitir que se pegue outro; dar a classificação erroneamente, corrigir depois, mas não formar novo pódio; efetuar listagem com classificação, nome do atleta ou equipe incorretos e não corrigir ou dar satisfação." Paulo lembra de um caso que marcou particularmente sua 'bronca' com as organizações. "Em 2000, havia sido programada uma prova de 10km no Ibirapuera, mas na hora, com todos presentes, não foi possível interditar o trânsito e cancelaram o evento, entregando-nos apenas medalhas para todos que vieram. Arrependo-me até hoje de ter levado a medalha, pois não pude colocar com as demais, já que, além de não representar uma corrida, não iria me trazer boas lembranças", recorda. Para serem esquecidos Todos se lembram de casos que presenciaram em provas e preferiam não ter visto. É na hora que a competição está aguçada que toda aquela história de cordialidade vai por água abaixo e o outro simplesmente não existe. "Odeio pessoas que insistem em desobedecer as recomendações para largar em pelotões mais rápidos ou mais lentos. Mas acho o mais deplorável (foi de relance, meio rápido, mas vi) um cara cortando caminho, deixando de fazer um contorno em uma corrida na USP. Enganando a si mesmo e deixando de obedecer o básico: a ética!", indigna-se Ricardo. Uma experiência um tanto insólita na Volkswagen Run, disputada em outubro desde ano, ficou marcada para Orlando. "A corrida começou atrasada e alguns imundos poluíram o ar! Deve ter sido o Red Bull distribuído antes", brinca. O treinador Carlão garante que essas atitudes não são exclusivas dos amadores. "Em uma São Silvestre, uma atleta de elite do Brasil largou na altura do 5º quilômetro, ou seja, de forma totalmente irregular, prejudicando as demais concorrentes. Nesta prova, dezenas de atletas costumam entrar na prova na descida da Consolação. Na Maratona de Nova York uma brasileira cortou o caminho tomando metrô", revela. Para ele, trata-se de um problema de falta de cultura esportiva geral, e não apenas de casos isolados. "Na primeira edição da São Silvestre feminina, atletas foram agredidas na descida da Brigadeiro Luís Antonio por pessoas embriagadas que estavam na porta de um bar." É da prova mais tradicional do atletismo brasileiro também a história do treinador Soares. "É algo que, com certeza, ficará na minha memória ainda por muito tempo: estava na São Silvestre, na subida do Largo São Francisco. Consegui chegar perto de um senhor de cabelos bem branquinhos, com aproximadamente seus bem vividos 60 anos - e olha que eu estava no ritmo de 5min/km - quando quem estava assistindo, com a única intenção de humilhá-lo, começou a gritar: 'Sai daí velhinho, seu lugar é no asilo, você está atrapalhando'. Enquanto isso eu estava feliz de ter conseguido alcançar este senhor que perseguia desde o km 5. Cheguei até ele e disse: 'Vamos lá, deixa a inveja dele pra lá, ela (a inveja) irá cuidar dele.' Foi lamentável." A lembrança que ficou marcada para Regina foi protagonizada por um 'participante' que não pagou pela inscrição. "Numa abertura de temporada da Corpore um 'pipoca' tomou banho de água mineral e gritou: 'obrigado, Corpore, por toda essa água de graça'. Pode?" Comportamento exemplar Muitos evocam a moral e os bons costumes na hora de defender seus interesses, mas será que existe uma espécie de código de ética velado entre os corredores para que a multidão possa fluir pelas ruas sem maiores problemas? Os atletas amadores acreditam no velho bom senso, mas reconhecem o valor da experiência para lidar com as situações que aparecem entre uma passada e outra. "Não sei se existe um código de ética, mas é lógico que desonestidade, empáfia, arrogância e egoísmo são coisas que não combinam com corridas. Entre os amadores, corremos por prazer. Acredito que o aprendizado é natural, decorre da ética mesmo", opina Ricardo. Regina concorda. "Bom senso e respeito nunca podem faltar." O discurso é engrossado por Orlando, que diz não ter percebido a existência de regras ou condutas pré-determinadas. "O que vale é o bom senso individual, a educação coletiva. Não temos contato com a elite, largamos bem depois e não existe chance de ganharmos prêmio algum, pois a desvantagem é imensa!", lembra. Por que, então, trapacear ou atrapalhar a tranqüilidade do outro? Para Carlão, é função também dos treinadores passar para os alunos o que se espera de um corredor. "Atleta treinado por professores e técnicos éticos mantém um código de convívio bastante saudável. O nível do relacionamento entre os esportistas é de muita cordialidade e respeito, se ajudam mutuamente com relação à hospedagem, viagens e em algumas vezes em problemas financeiros", avalia. Paulo acredita no poder de palavras reconfortantes durante as competições. "A principal conduta que se exige de um atleta é o incentivo aos colegas, como se dirigir aos companheiros e dizer: 'parabéns', 'você está chegando', 'não pára', 'o próximo posto de água está perto" e nunca utilizar frases como 'vamos parar com moleza', 'corre direito', 'parte pra outra', 'sai da frente'. Como em qualquer outra atividade, o aprendizado ocorre por meio da participação, sentindo o drama, as dores, mas também o incentivo e os efeitos que o esporte proporciona."

O lado do bem
É lógico que nem só de tipos como o Dick Vigarista é feito o mundo dos corredores. Longe disso. Felizmente, pessoas assim são minoria. Afinal, é o fair play, ou o jogo limpo, a principal bandeira deste esporte. E, para fazer parte dessa turma, não é necessário muito, apenas se exercitar, além de física, ética e moralmente. E vale lembrar que é o que normalmente acontece. "A maioria dos corredores sabe perder e também vencer e não é difícil um atleta de elite elogiar outro. Mas como em todo segmento, alguns colocam na frente interesses extras e para isso acreditam que vale tudo", pondera Soares. "Acredito que sejam poucos, mas como é um esporte de fácil acesso e está cada dia mais popular, teremos sempre pessoas desleais. A maioria dos atletas se respeita muito, há até o interesse pelo outro, mesmo que seja desconhecido. Se este precisar de algum tipo de socorro, os que estão perto até prejudicam a sua prova para ajudá-lo. Isso sem contar o incentivo que existe entre todos durante a prova", completa. Na lista de bons exemplos do treinador Carlão estão medidas a serem tomadas em diversos momentos, seja em treinos ou provas. "Treinamento não é competição, mas é necessário também respeito com quem é melhor. O atleta deve seguir rigidamente determinações técnicas", reforça. Mas o que mais irrita o profissional é a valorização de personagens peculiares às grandes corridas de rua. "Qualquer competição deve ser encarada como tal, o desejo de aparecer faz com que corredores pareçam ridículos se fantasiando ou se manifestando de forma não condizente com uma prática esportiva. A mídia deveria promover e enfatizar o competidor ou o corredor que está na prova para fazer sua atividade física da melhor maneira possível, desde um jovem até um ancião." Para os amadores, o principal é pensar coletivamente e nunca esquecer que não se está correndo sozinho. "Não force o ritmo só porque os outros estão mais rápidos, beba água nos postos de hidratação se quiser, mas não jogue copos no meio do percurso, afinal, ninguém precisa cair devido a sua má educação", reitera Orlando. Para Ricardo, observar a passagem dos mais rápidos é o primeiro item da lista de boas maneiras. "Além disso, recomendo respeitar a natureza e o meio ambiente, evitando jogar lixo no chão, especialmente em provas realizadas em trilhas e áreas de preservação, e consumir só o necessário; seguir a orientação dos fiscais e lembrar sempre que estresse, nervosismo e impaciência não combinam com esse esporte. A corrida, antes de tudo, é um evento festivo e, embora todos busquemos o melhor tempo, também queremos uma competição em que tudo ocorra bem e que não haja acidentes ou problemas." Regina lembra que as pessoas normalmente repetem nas ruas e avenidas o que fazem em outros momentos de suas vidas. "A grande dica é sempre respeitar o outro e as regras necessárias para viver em sociedade. Infelizmente, nas corridas - provas e treinos - vemos os mesmos comportamentos que em outros momentos do cotidiano, talvez pelo mesmo tipo de mentalidade. Tomara que o esporte possa ajudar a mudar isso", completa. E tomara que aqueles 'distraídos' comecem a observar os atletas que fazem a coisa certa e levem para a rotina diária noções de cidadania, solidariedade, educação, moral e ética que o esporte sabe muito bem ensinar.


Pega bem

1) Respeite a passagem dos mais rápidos;
2) Sempre que perceber que um atleta não está bem, ofereça ajuda mesmo que atrapalhe sua prova;
3) Não arremesse nenhum objeto sem antes olhar para ver se não vem ninguém atrás. Preferivelmente, não arremesse nada: vá para perto da calçada e utilize os sacos de lixo;
4) Sobre cuspir, nem precisa comentar;
5) Inscreva-se sempre que quiser participar de algum evento. Se pretende apenas correr, faça-o em outro horário ou outro local, pois espaço não falta;
6) Não atrapalhe os outros corredores; seja largando na frente quando sabe que não vai acompanhar o ritmo, seja correndo em zigue-zague; seja formando muros: se quiser correr conversando com amigos, procure ficar dois a dois, no máximo, principalmente nas provas. Sempre que fizer uma curva ou mudar de faixa, indicar com o dedo antes onde vai entrar;
7) Nos treinos, sempre que possível, corra na contramão dos carros. Nos locais onde há maior concentração de corredores, como na USP, em São Paulo, existe uma organização de ocupação do espaço, pelo menos nas vias mais movimentadas: obedeça, pois há motivos para ser assim. Percebeu que está na contramão, mude o sentido ou vá para a calçada: não fique preso a sua idéia de fazer daquele jeito porque, além de ser mais difícil, é perigoso;
8) Não use de trapaças para chegar na frente, pois deste jeito nunca chegará a lugar nenhum;
9) Se perceber que um atleta não pôde pegar um copo no posto de água, sirva um pouco para ele. Afinal, poderia ser você;
10) Lembre-se que quem pratica corrida está fazendo algo para melhorar a sua saúde. E pensar em saúde não é só ter a condição física para vencer a linha de chegada e, sim, tentar obter tantos outros fatores que a prática deste esporte pode oferecer, incluindo manter ou resgatar valores morais e éticos.

Pega mal
1) Sem encontrar um banheiro por perto, não procurar um lugar reservado para fazer suas necessidades;
2) Pular a grade e adentrar na largada sem pedir licença;
3) Cortar o percurso para tirar vantagem sobre os demais participantes;
4) Empurrar para pegar água? É aquele segundinho a mais que vai fazer diferença?
5) Fechar o caminho do outro participante, podendo se manter ao lado depois de ultrapassá-lo.
6) Formar paredões com amigos, impedindo ultrapassagens;
7) Xingar ou menosprezar os demais participantes por eles serem mais lentos;
8) Dizer que faz um tempo melhor do que realmente faz;
9) Furar fila na hora de entregar o chip. Afinal, a corrida já acabou;
10) Corrida também é festa, mas não é por isso que se tem o direito de berrar ou assoviar no ouvido das outras pessoas.

Se você se enquadrou em pelo menos uma dessas coisas do mau, reflita, tente mudar...afinal de contas, o espírito esportivo é que realmente merece sempre subir ao pódio custe o que custar!

Um comentário:

Jorge disse...

Lu muito boa essas motivações, sensacional, parabéns brava corredora, esse relato vai ajudar muitos corredores.
Um abraço e bom final de semana.
Boas passadas.
JORGE